Todos os quatro estavam em frente à fonte. Já era quase meia noite quando eles saíram em direção à casa no meio da floresta. Eles chegaram ao local onde Serpente Marinha tinha encontrado a barreira, e como ele havia previsto, após a meia noite a barreira não estava mais lá. Assim eles seguiram adiante por uma pequena estrada, após alguns minutos, eles chegaram na frente de uma grande mansão.
A mansão era bem antiga, mas ainda estava em bom estado: na frente da mansão havia um jardim, e sentada no jardim, tinha uma pequena garota. Os quatro se aproximaram da garota, mas antes que eles chegassem a ela, ela se levantou e olhou para eles com um sorriso estranho, ela aparentava ter uns 12 anos, usava um chapéu um tanto peculiar, haviam duas pontas nas extremidades do chapéu e um olho bem grande no meio. A menina tinha os cabelos curtos, os olhos roxos como uma ametista brilhando à luz do luar e a sua pele era pálida como giz; ela olhou fixamente para os quatro, e disse com uma voz infantil e bem animada:
- Ora, ora. Parece que alguns bichinhos atrevidos vieram brincar.
Lina, um tanto assustada, e com um uma voz tremida, disse:
- Essa menininha aí é a bruxa?
Walker deu de ombros, pois não havia como ele confirmar se ela era ou não.
A menina deu um giro e olhou para eles e, com uma voz animada, disse:
- Sim, sim, sim, sou a bruxa. Meu nome é Elizabeth Von Caith de Lamur, e vocês vieram para brincar ou não?
Serpente Marinha, com uma voz forte e vibrante, disse:
- Garota, nós estamos aqui por causa das pessoas desaparecidas, e você sendo uma bruxa ou não, eu vou salva-las.
Elizabeth sentou e com uma voz bem infantil, disse:
- Bom, é verdade que estamos com as menininhas aqui, mas...
Elizabeth foi interrompida. No alto de uma sacada via-se o vulto de duas mulheres. A mais alta começou a falar com uma voz madura e com um tom de ternura:
- Elizabeth, chega! Essas pessoas não devem saber dos nossos feitos.
E dito isso os dois vultos sumiram e apareceram atrás de Elizabeth. Uma era alta e aparentava ser adulta, tinha os cabelos longos e roxos, os olhos da mesma cor dos de Elizabeth, e seu chapéu também era diferente: ele era uma boca, com três olhos vermelhos sangue, e ela tinha a pele pálida que nem giz. A outra era um pouco menor e aparentava ter uns 17 anos, tinha os cabelos curtos e roxos, mas seus olhos eram vermelhos, diferente das outras duas, e sua pele também era pálida como giz, seu chapéu tinha uma boca fechada e dois olhos costurados.
A mais alta olhou para os quatro e disse, com uma voz fria e calma:
- Vocês, humanos patéticos, não fazem idéia das coisas com que brincam. Devo dizer que estou encantada por terem chegado até aqui, mas esta é a última chance de vocês de saírem daqui vivos.
Serpente Marinha olhou nos olhos dela e disse com uma voz forte e grossa:
- Não saio daqui sem as meninas, e você irá entregar-las por bem ou por mal.
A mulher olhou de lado para Serpente Marinha e disse:
- Vocês não são os policias dessa cidade, são diferentes, e agora que prestei atenção, percebi que uma energia diferente emana de vocês, mas de qualquer forma, desistam, todas estão mortas.
Serpente Marinha, com um olhar frio e uma voz séria disse:
- Então terei que eliminar vocês.
A mulher começou a rir e então disse:
- Um mero humano? Tente se for capaz!
E com essa deixa ela desapareceu no ar, junto com outra mulher.
Elizabeth permaneceu sentada no chão, ela olhou para eles e disse:
- Bu! Parece que não posso deixar vocês passarem por aqui.
Lina pôs um pé a frente e com uma voz séria disse:
- Ela é só uma garotinha, sou capaz de segurá-la, vocês vão atrás das outras duas, temos trabalho a fazer.
Serpente Marinha olhou para Rasen e disse:
- Ajude Lina, Walker e eu iremos atrás das outras duas.
Rasen um tanto espantado disse:
- Mas senhor...
Serpente Marinha, com a voz calma e séria, disse:
- Eu sei o que eu estou fazendo, obedeça minha ordem.
Assim, Walker e Serpente Marinha correram em direção à porta, Elizabeth olhou para eles, quando Lina foi logo dizendo com uma voz cheia de bravura:
- Você tem outros problemas para lidar menina.
Walker e Serpente Marinha entraram na casa, assim, Elizabeth se levantou e disse, com uma voz infantil, porém séria:
- Na verdade, minha mamãe quer brincar também, por isso deixei-os passar. Agora menina, eu acho que é você quem tem um grande problema para dar conta.
A menina deu uma pequena risada, e pronunciou as seguintes palavras:
- Ar Di caith, lunar samulus!
Lina, com um olhar duvidoso, disse:
- Mas, o que ela disse?
De repente, do centro o jardim surge um gato de pelúcia vermelho. Ele aparentava ter uns 5 metros de altura, era um pouco gordo e estava cheio de remendos.
Lina deu uns passos para trás e disse com a voz trêmula:
- O que é isso? Como um gato pode ser tão grande?
Rasen colou a mão no cabo da sua espada e disse com a voz séria:
- O general estava certo, parece que vou ter que ficar por aqui.
A menina deu um grande sorriso, pulou nas costas do gato e disse:
- Isso é magia, humana patética. Magia é algo que você nunca conseguirá entender.
Comentem
Nenhum comentário:
Postar um comentário