Dream Order
Onde coloco meus sonhos em palavras
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Capitúlo 21 - General Leão Vermelho
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Galeria
Walker
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Capítulo 20 - Um céu avermelhado
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Capítulo 19 - Em minhas Mãos.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Capítulo 18 - A Morte
A figura misteriosa que se auto-intitulava Morte, estava parada com um enorme sorriso estampado no rosto.
Fênix ajeitou os óculos e, com uma voz séria, disse:
- Morte? Nunca pensei que fosse me encontrar com alguém do seu nível por aqui.
Morte sorriu e, com uma voz cortante, disse:
- Ora, ora. Mas se não encontrei vidas significantes em meu caminho, acho que devo eliminá-las.
Fênix puxou as espadas das costas, suas lâminas eram detalhadas com penas e de cor laranja dourado brilhante. Morte olhou para ele e, em um tom sarcástico, disse:
- Uuuuuu, como brilha! Terei o maior prazer em quebrá-las.
Fênix olhou para frente e viu o batalhão de Morte se aproximando. Ambos os batalhões tinham o mesmo tanto de soldados, então seria uma luta balanceada, mas, boa parte da luta seria decidida pela luta dos generais.
Morte moveu a foice para posição de batalha e, com um movimento rápido investiu contra Fênix, que bloqueou o golpe com uma das espadas, e tentou acertar o inimigo com a espada que estava sobrando, mas Morte deu um salto para trás e esquivou do ataque. Morte deu um pequeno sorriso e, ao mesmo tempo, as tropas de ambos os generais começaram a batalhar.
Morte deu um salto para o alto e, desceu com um corte reto. Fênix pulou para do lado e tentou cortar em meia lua com sua espada, mas o inimigo bloqueou o golpe com o cabo da foice. Ao mesmo tempo, ele girou a foice e atacou na direção de Fênix, que conseguiu se esquivar, mas a ponta da foice de Morte acertou seu braço, causando-lhe um pequeno arranhão. O general recuou, Morte sorriu e, com uma voz um tanto sombria, disse:
- Começou, hahahaha.
Fênix apertou os olhos, não entendera o que Morte queria dizer e, de repente, começou uma dor enorme no local onde ele havia sido atingido. Por impulso, ele soltou uma das espadas e pôs a mão por cima do machucado, numa tentativa de amenizar a dor, enquanto isso, Morte ria insanamente.
Fênix tentou manter-se em foco. Morte olhou para ele e, com a voz sarcástica, disse:
- Está doendo? Bom, este é o veneno de minha foice. Um simples arranhão e uma dor extrema será sentida. Imagine, então, se eu lhe cortar ou furar com ela? Você irá morrer de dor.
Fênix sorriu e, com a voz um tanto forçada por causa da dor, disse:
- Então só não preciso ser atingido, certo?
Morte sorriu e disse:
- Se você conseguir, é claro.
Fênix pegou a espada que estava no chão e avançou contra Morte, que pulou e caiu atrás dele e tentou cortá-lo ao meio. Fênix se abaixou e tentou dar uma rasteira, mas com o cabo da foice o inimigo parou sua perna e desceu a lâmina em seu ombro. Fênix gritou em agonia e Morte começou a rir insanamente, quando Fênix, com um movimento rápido, atacou. Ele movimentou uma das espadas e atingiu a barriga de Morte, mas o corte não penetrou, pegou de lado. O local onde a lâmina estava presa começou a sair uma fumaça, e a pele de Morte começou a queimar. Ele agonizou e acertou o estômago de Fênix, que cambaleou e caiu. Ele olhou o corpo do general no chão e disse:
- Fracote.
E saiu andando, quando escuta a voz fraca e brava de Fênix:
- Não pense que acabou comigo.
Fênix se levantou com muita dificuldade e, com uma investida rápida, tentou perfurar Morte com uma das espadas. Morte bloqueou o golpe e Fênix tentou investir pela esquerda, acertando o braço do inimigo, causando o mesmo efeito. Morte gritou de dor, olhou para o ferimento no braço e disse:
- Mas que droga é essa?
Quando Fênix tentou investir mais uma vez, Morte bloqueou ambas as espadas e, com o cabo, empurrou o atacante para trás. Ele levantou sua foice e, com um movimento rápido, passou-a pelo pescoço de Fênix, decepando-o.
Morte se afastou, pôs a mão em seu ferimento e tentou amenizar a dor. Olhou para o corpo de Fênix e começou a rir insanamente.
Alguns dos soldados de Fênix, que assistiram a cena, atacaram Morte descuidadamente, e ele, com leves movimentos de sua foice, acaba com todos, um por um. Morte foi andando e rindo insanamente pelo campo, e foi cortando, cada soldado da Ordem que ele reconhecia, até matou alguns soldados da Rosa Negra. Finalmente ele parou, olhou para cima, lambe um pouco do sangue que tinha em seu rosto e disse para si mesmo:
- Aqui ficou chato... Acho que irei para brincadeira que está ocorrendo lá do outro lado.
comentem
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Capítulo 17 - O céu sobe nossas cabeças
Após cinco horas de viagem, vários trens chegam à capital Magdalena. Pessoas saem aos poucos, tentando não serem percebidas. Todos os membros da Ordem seguiam para a mesma direção, tentando se misturar à população da capital.
O acampamento da Rosa Negra se localiza ao sul, a 75 km de distância da capital, distância suficiente para que as pessoas da cidade não notassem sua existência. A Ordem sabia disso e, aos poucos, se moveram para sudeste de Magdanela, tentando não chamar atenção. Montaram um acampamento no meio da floresta, 60 km de distância do acampamento da Rosa Negra, as cabanas ficavam um tanto afastadas umas das outras, cobrindo uma grande área, e ao centro ficava uma grande cabana, onde estavam os três generais, os quais planejavam futuras estratégias. Pequenos grupos de quatro pessoas se alojavam nas extremidades, mantendo vigilância.
Walker e Lina receberam ordens de levar suprimentos para um desses grupos. Após entregarem o devido suprimento, eles seguem seu caminho de volta, e um pouco distante, Lina avista uma pequena área onde não há árvores, um local vazio com somente grama no chão, cercada por um grande número de árvores. Ela olha para Walker e, com uma voz calorosa e gentil, diz para ele:
- Ei, Walker, vamos descansar um pouco ali, parece ser um bom lugar.
Assim, ambos chegam naquele pequeno e pacifico local e sentam-se sobre o gramado. Lina olha para o límpido céu azul, e com uma voz calma logo foi dizendo:
- Logo entraremos em combate com a Rosa Negra, nem sei se vou voltar.
Ela olha para Walker e, com uma voz seria, continua falando – Walker, tenho que contar-lhe uma coisa.
Walker, um tanto surpreso, se mantém calado, e continua ouvindo Lina.
- Não sou exatamente a pessoa que você pensa que eu sou. Meu nome é mesmo Lina, mas não sou a menina sorridente e feliz que você conheceu. Na verdade, carrego um grande ódio dentro de mim e....
Antes que Lina pudesse falar algo a mais, Walker a interrompe e, com uma voz séria, disse:
- Não me importa se você não é a Lina que eu conheci, só me importa que você seja a Lina que eu conheço e, que está neste momento ao meu lado, se você mudar, tudo bem, irei aceitá-la de todas as formas que você desejar ser, pois todos nós usamos máscaras, porque nenhum de nós sabe como realmente somos. Em diferentes ocasiões, agimos de formas diferentes e o que realmente importa, para mim, é quem é você neste momento.
Lina, um tanto perplexa, deixa escapar um pequeno sorriso no canto do rosto e, com uma voz calma e um tanto triste, diz:
- Você realmente tem um bom coração. É capaz de ver o mundo e aceita-lo da forma como ele realmente é, sem se importar com as conseqüências. Lembra de quando eu lhe disse sobre meu irmão? – Walker balançou a cabeça, confirmando – bom, ele não era exatamente meu irmão, nós vivíamos em um orfanato. Nós dois já éramos muito velhos para sermos adotados, e ninguém iria querer nos adotar. Quando a Ordem apareceu, ele nem pensou, e logo aceitou a proposta, e então... Ele morreu. Eu aceitei participar da Ordem, com a esperança de que eu pudesse morrer logo, me encontrar com ele e lhe dar uns bons tapas, pois ele não me ouviu quando eu disse para ele para não aceitar o convite. Sabe, nós tínhamos prometido que iríamos nos casar e formaríamos a família que não tivemos a chance de ter. Mas o desgraçado jogou tudo para o alto e entrou nessa maldita Ordem, me abandonou como se eu não tivesse sequer existido.
Walker olhou para o céu, naquele instante ele estava sem palavras. Lina pôs a mão em seu peito, lágrimas escorriam de seus olhos e, com uma voz um tanto fraca e com pequenos soluços, disse:
- Mas você, desde que eu o conheci, de alguma forma, eu senti que uma chama se acendeu em mim. Você me fez pensar que eu ainda tinha uma chance, mas... Eu não sei mais o que pensar...
Em um movimento inesperado, Walker abraçou Lina e, com uma voz firme e determinada, disse:
- Lina... Acredite, sei que sua chama de vida pode ser pequena e se houver uma pequena chance de que eu possa transformá-la em uma grande fogueira, acredite, eu não irei parar. Farei com que sua vida tenha um significado, pois, quando eu entrei na Ordem, abandonei meu passado e passei somente a olhar para o que vinha adiante, e não importa quanto tempo leve, sei que um dia você também olhará somente para o futuro e deixará seu rancor, seu ódio e suas angústias de lado, pois você irá superá-las, e quando este dia chegar, eu estarei ao seu lado, te protegendo e te apoiando.
E com uma voz um tanto fraca e bem baixinho, Lina disse:
- Obrigada, Walker...
Alguns momentos depois, Walker e Lina estavam de volta ao acampamento central, onde boa parte das pessoas já se preparava para ir ao combate. Rapidamente, os dois foram se preparar e buscar ordens. Eles iriam partir junto com o resto dos membros do 17º batalhão. O plano era atacar o acampamento da Rosa Negra de frente, enquanto Fênix e seus homens iriam para o sul e tentariam um ataque por baixo. Salamandra e seus homens iriam ficar na retaguarda, para depois atacarem com tudo, servindo como um impulso de ataque*¹.
E assim, todas as tropas se posicionam e partem.
A Tropa de Fênix segue marchando para o sul. Após algumas horas de caminhada, Fênix, que está puxando seus homens pela frente, avista algo diferente do comum: uma mancha negra ia de encontro a ele, e quanto mais se aproximava, mais eles percebiam o que eram. Eram soldados da Rosa Negra.
Fênix apertou os punhos e, com uma voz firme, disse para si mesmo:
- Droga, sabia que esta estratégia era muito simples. Só não contava que eles sabiam que nos estávamos aqui.
Antes da tropa inimiga se aproximar, um vulto negro aparece a alguns passos, na frente de Fênix. Conforme os segundos vão passando, as sombras desaparecem e, por debaixo delas, Fênix começa ver uma forma humana. Era um homem alto e muito magro, envolto em roupas negras, com os cabelos mais negros que a própria sombra, longos até as costas, uma pele branca como giz, olhos de pura escuridão e um sorriso doentio em seu rosto. Ele carrega uma enorme foice em suas costas, lâmina negra como a noite. O homem enigmático aumenta ainda mais seu sorriso e, com uma voz insana e provocante, diz:
- Olá, prazer. Eu sou a Morte.
*- a imagem será futuramente postada.
