sexta-feira, 15 de abril de 2011

Capítulo 14 - Por quê?

Clarisse se levantou e levemente ergueu a mão para a direita, para o outro lado da sala. Serpente Marinha é jogado na parede, ele se levanta e olha para Clarisse, que com outro movimento de mão, joga Serpente Marinha para frente, fazendo-o ir de encontro com a parede do outro lado. Ele cai no chão, meio atordoado, se levanta. Com a voz cortante e fria, Clarisse diz:

- Isso é tudo que você pode fazer? Pensei que com toda aquela pinta, você fosse um pouco mais forte.

Serpente Marinha desembainhou sua espada. Ela tinha uma lâmina prateada e era toda preenchida com o desenho de uma serpente, e o cabo completava a cauda da serpente.

Clarisse move sua mão para frente, mas desta vez, Serpente Marinha posiciona sua espada para frente e nada acontece com ele. Clarisse move sua mão para a esquerda e para direita, Serpente Marinha acompanha seus movimentos com a espada, evitando que ele seja arremessado de novo.

Clarisse a demonstra uma face de espanto, e com um olhar firme e com uma voz séria, Serpente Marinha começa a caminhar e dizer:

- O que você estava fazendo era simplesmente jogar correntes de ar em mim. Não era como se você pudesse me levitar.

Clarisse deu um pequeno sorriso, estendeu sua mão e apontou para o Serpente Marinha. De sua mão saiu uma bola d’água. Novamente ele posicionou sua espada a frente, a bola d’água bateu na espada, e simplesmente caiu no chão. Clarisse, ainda espantada, deu um salto para trás, e lançou várias bolas de água, e o mesmo aconteceu com elas. Ela disse com um tom de raiva:

- Mas o que você esta fazendo? Isso é impossível! É como se elas simplesmente parassem.

Serpente Marinha parou, e com a voz séria disse:

- Minha espada é diferente das espadas comuns. Ela tem a capacidade de absorver qualquer forma de impacto e anular o mesmo. Em outras palavras, é uma defesa perfeita, desde que eu saiba onde e quando posicionar a espada.

Clarisse, um tanto irritada, diz:

- Defesa perfeita? Vamos ver!

Clarisse levanta as duas mãos, e das janelas do fundo da sala começam a sair ondas de água, que se direcionam à Serpente Marinha. Ele posiciona a espada novamente e corta a água, como se fosse manteiga. Ele dá um salto, aparece ao lado de Clarisse e enfia a espada em seu abdômen, de baixo para cima.

O General retira a espada de Clarisse, ela cai ao chão e começa a tossir sangue. Ele se abaixa e, com a voz séria, pergunta:

- Onde estão as garotas?

Com a voz fraca Clarisse responde:

- Estão todas mortas. Nós as usamos para sugar suas vidas e continuarmos imortais. Não há nada que você possa fazer agora.

Serpente Marinha levantou e disse:

- Claro que não, já fiz. Posso não ter salvo essas garotas, mas impedi que outras morressem.

Ele caminhou em direção à saída da sala, e logo Clarisse já não respirava mais. Serpente Marinha passou pela porta e disse a si mesmo:

- Isso foi realmente fácil. Vou ver se ainda alcanço o garoto, talvez ele vá precisar de ajuda.

Walker foi correndo por uma sequência corredores, porta atrás de porta, sem nunca chegar a lugar algum. Até que ele chega em uma área aberta, parecia ser um jardim. Sentada perto das plantas estava uma das bruxas. Quando Walker chegou ao local, ela olhou para ele e, com uma voz calma e serena, disse:

- Aparentemente você conseguiu chegar até mim, parece que terei que matá-lo.

Naquele instante, Serpente Marinha chega a uma sacada, olha para baixo e vê Walker de frente para uma garota. Com um pequeno sorriso no rosto, ele diz a si mesmo:

- Isso pode ser interessante, se as coisas complicarem eu desço para ajudá-lo.

Walker olhou para a menina e, com a voz um tanto triste, pergunta:

- Por quê? Por que tem que ser assim?

A menina olha para Walker e com a voz fraca e serene diz:

- Porque eu quero viver...





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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Capítulo 13 - Sob a Luz da Noite

O gato avançou em Lina, dando um salto em sua direção, mas ela deu um pulo para o lado e conseguiu se esquivar. Com uma técnica de saque rápido, Rasen passou sua espada em uma das pernas do gato, fazendo assim um corte em sua perna, mas para a surpresa de Rasen, uma linha saiu de dentro do corte e costurou o ferimento. Rasen então percebeu que o gato era de pano, pois um pouco de espuma havia saído no momento do corte.

Rasen deu um pulo para trás, Lina viu o que tinha acontecido. Em cima do gato, Elizabeth começou a rir, e com uma voz infantil disse:

-... Vocês não têm a menor chance, por que não desistem logo e morrem?

Lina, tentando demonstrar coragem e com uma voz firme, disse:

- Vai nessa, acha que somos presas fáceis? Nós nem começamos.

Lina desembainhou sua espada e correu para o meio da floresta.

Elizabeth olhou para a escuridão, onde Lina tinha desaparecido, e com uma expressão de duvida no rosto disse:

- Mas o que? Que raios de discurso foi esse? Bom não importa, ainda tenho um para caçar.

O gato pulou em Rasen, que esquivou para o lado. Rasen correu, pulou e tentou atacar Elizabeth, mas o gato mexeu o rabo e acertou-o no peito, e ele foi jogado contra uma arvore. Rasen caiu no chão sem ar. Após alguns segundos, ele se levanta, e vê Lina do outro lado. Lina está com um cipó: uma ponta está amarrada em uma árvore e outra ponta está em sua mão. Rasen dá a volta por trás do gato, Lina vai a seu encontro e passa a ponta do cipó para Rasen, e diz bem rápido quando se aproximou dele:

- Estique-a e faça o gato cair. O resto você entendera.

Rasen, com o cipó na mão, correu e Lina começou a provocar Elizabeth:

- Hey, pirralha. Vem me pegar, vem!

Elizabeth olhou para Lina e correu em sua direção, do outro lado do jardim, Rasen puxou o cipó e o esticou. O gato tropeçou e caiu, no momento em que ele estava caindo, Lina se abaixou e fincou a espada na cabeça do gato, atravessando-o. Olhando a cena, Elizabeth da um pequeno sorriso e diz:

- Acha que furar a cabeça do meu gatinho vai fazer com que ele pare?

Lina de um pequeno sorriso e disse:

- Não era no gato que eu estava mirando.

Naquele instante, com uma técnica de saque, Rasen pulou e cortou as costas de Elizabeth. Ela soltou um grito sufocado, encostou as mãos nas costas do gato e começou a cuspir sangue. Com a voz fraca disse:

- Como... Posso, morrer assim, logo eu que sou.. Imor...

Elizabeth caiu sobre as costas do gato, quando repentinamente, o gato desapareceu no ar e Elizabeth caiu ao chão.

Lina, olhando para Elizabeth caída no chão, com a voz meio trêmula disse:

- Ela está morta?

Rasen, limpando sua espada, olhou para Lina, e com uma voz séria disse:

- Primeira vez que vê alguém morrendo garota?

- Lina assentiu com a cabeça

- Se isto foi chocante para você, não acho que esta preparada para encarar um campo de batalha.

Lina parou e refletiu por um tempo e se levantou. Ela e Rasen se encaminharam para a porta a da mansão. Rasen tentou abrir a porta, mas ela não abria. Ele deu um chute, mas mesmo assim a porta permanecia intacta. Rasen olhou para Lina, e com uma voz calma e séria, disse:

- Se magia realmente existe, então presumo que esta porta esteja selada. Cabe a eles dois irem atrás das outras bruxas.

Lina concordou com Rasen, então sentou em um dos degraus da escada, e pensou: ”Walker, tome cuidado, magia realmente existe, e eu sei que você não está preparado para matar alguém, mas, por favor... volte vivo.”

Walker e Serpente Marinha entraram pela porta da casa e deram de cara com um grande salão. Havia uma grande escada que se dividia em duas. Walker e Serpente Marinha pararam na frente da escada. Serpente Marinha olhou para Walker, e com a voz séria e firme, disse:

- Vamos nos dividir aqui.

Walker tentou falar, mas Serpente Marinha o interrompeu, e com a voz séria, disse:

- Eu sei o que você está pensando, mas acho que você é totalmente capaz de enfrentar quem quer que você encontre. Afinal de contas, você é um membro da Ordem! Mas lembre-se: quando você encontrar seu inimigo, você terá que matá-lo, pois não há espaço para misericórdia em uma batalha.

E assim Serpente Marinha subiu a escada da direita e Walker seguiu pela da esquerda.

Serpente Marinha parou em um corredor, o corredor era extenso e tinha somente uma porta. Ele se direcionou até ela e entrou. Lá dentro havia uma grande sala, com uma mesa enorme no meio, parecia ser a sala de jantar. No final da mesa estava a mulher mais alta e de cabelos longos e roxos.

Ela olhou para Serpente Marinha e, com uma voz fria, disse:

- Vejo que minha filha deixou você passar. Meu nome é Clarisse Von Lunar de Lamur, e sou a grande mãe desta casa. Você entra em meu lar e perturba minha paz, espero que esteja ao menos preparado para morrer...

Serpente Marinha olhou para ela com um olhar sério, e com uma voz grossa e calma disse:

- Eu cheguei a este mundo pronto para morrer.

A mulher deu um grande sorriso e, com uma voz cortante e fria, disse:

- Que assim seja.




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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Capítulo 12 - Caça as Bruxas

Todos os quatro estavam em frente à fonte. Já era quase meia noite quando eles saíram em direção à casa no meio da floresta. Eles chegaram ao local onde Serpente Marinha tinha encontrado a barreira, e como ele havia previsto, após a meia noite a barreira não estava mais lá. Assim eles seguiram adiante por uma pequena estrada, após alguns minutos, eles chegaram na frente de uma grande mansão.

A mansão era bem antiga, mas ainda estava em bom estado: na frente da mansão havia um jardim, e sentada no jardim, tinha uma pequena garota. Os quatro se aproximaram da garota, mas antes que eles chegassem a ela, ela se levantou e olhou para eles com um sorriso estranho, ela aparentava ter uns 12 anos, usava um chapéu um tanto peculiar, haviam duas pontas nas extremidades do chapéu e um olho bem grande no meio. A menina tinha os cabelos curtos, os olhos roxos como uma ametista brilhando à luz do luar e a sua pele era pálida como giz; ela olhou fixamente para os quatro, e disse com uma voz infantil e bem animada:

- Ora, ora. Parece que alguns bichinhos atrevidos vieram brincar.

Lina, um tanto assustada, e com um uma voz tremida, disse:

- Essa menininha aí é a bruxa?

Walker deu de ombros, pois não havia como ele confirmar se ela era ou não.

A menina deu um giro e olhou para eles e, com uma voz animada, disse:

- Sim, sim, sim, sou a bruxa. Meu nome é Elizabeth Von Caith de Lamur, e vocês vieram para brincar ou não?

Serpente Marinha, com uma voz forte e vibrante, disse:

- Garota, nós estamos aqui por causa das pessoas desaparecidas, e você sendo uma bruxa ou não, eu vou salva-las.

Elizabeth sentou e com uma voz bem infantil, disse:

- Bom, é verdade que estamos com as menininhas aqui, mas...

Elizabeth foi interrompida. No alto de uma sacada via-se o vulto de duas mulheres. A mais alta começou a falar com uma voz madura e com um tom de ternura:

- Elizabeth, chega! Essas pessoas não devem saber dos nossos feitos.

E dito isso os dois vultos sumiram e apareceram atrás de Elizabeth. Uma era alta e aparentava ser adulta, tinha os cabelos longos e roxos, os olhos da mesma cor dos de Elizabeth, e seu chapéu também era diferente: ele era uma boca, com três olhos vermelhos sangue, e ela tinha a pele pálida que nem giz. A outra era um pouco menor e aparentava ter uns 17 anos, tinha os cabelos curtos e roxos, mas seus olhos eram vermelhos, diferente das outras duas, e sua pele também era pálida como giz, seu chapéu tinha uma boca fechada e dois olhos costurados.

A mais alta olhou para os quatro e disse, com uma voz fria e calma:

- Vocês, humanos patéticos, não fazem idéia das coisas com que brincam. Devo dizer que estou encantada por terem chegado até aqui, mas esta é a última chance de vocês de saírem daqui vivos.

Serpente Marinha olhou nos olhos dela e disse com uma voz forte e grossa:

- Não saio daqui sem as meninas, e você irá entregar-las por bem ou por mal.

A mulher olhou de lado para Serpente Marinha e disse:

- Vocês não são os policias dessa cidade, são diferentes, e agora que prestei atenção, percebi que uma energia diferente emana de vocês, mas de qualquer forma, desistam, todas estão mortas.

Serpente Marinha, com um olhar frio e uma voz séria disse:

- Então terei que eliminar vocês.

A mulher começou a rir e então disse:

- Um mero humano? Tente se for capaz!

E com essa deixa ela desapareceu no ar, junto com outra mulher.

Elizabeth permaneceu sentada no chão, ela olhou para eles e disse:

- Bu! Parece que não posso deixar vocês passarem por aqui.

Lina pôs um pé a frente e com uma voz séria disse:

- Ela é só uma garotinha, sou capaz de segurá-la, vocês vão atrás das outras duas, temos trabalho a fazer.

Serpente Marinha olhou para Rasen e disse:

- Ajude Lina, Walker e eu iremos atrás das outras duas.

Rasen um tanto espantado disse:

- Mas senhor...

Serpente Marinha, com a voz calma e séria, disse:

- Eu sei o que eu estou fazendo, obedeça minha ordem.

Assim, Walker e Serpente Marinha correram em direção à porta, Elizabeth olhou para eles, quando Lina foi logo dizendo com uma voz cheia de bravura:

- Você tem outros problemas para lidar menina.

Walker e Serpente Marinha entraram na casa, assim, Elizabeth se levantou e disse, com uma voz infantil, porém séria:

- Na verdade, minha mamãe quer brincar também, por isso deixei-os passar. Agora menina, eu acho que é você quem tem um grande problema para dar conta.

A menina deu uma pequena risada, e pronunciou as seguintes palavras:

- Ar Di caith, lunar samulus!

Lina, com um olhar duvidoso, disse:

- Mas, o que ela disse?

De repente, do centro o jardim surge um gato de pelúcia vermelho. Ele aparentava ter uns 5 metros de altura, era um pouco gordo e estava cheio de remendos.

Lina deu uns passos para trás e disse com a voz trêmula:

- O que é isso? Como um gato pode ser tão grande?

Rasen colou a mão no cabo da sua espada e disse com a voz séria:

- O general estava certo, parece que vou ter que ficar por aqui.

A menina deu um grande sorriso, pulou nas costas do gato e disse:

- Isso é magia, humana patética. Magia é algo que você nunca conseguirá entender.



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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Capítulo 11 – A Cidade das Bruxas

O trem chegou à estação. Os quatro desceram, Serpente Marinha não estava usando o uniforme da Ordem, ele usava uma camiseta pólo azul e uma calça jeans comum, e por cima da camiseta usava um sobretudo bege. Serpente Marinha virou-se para os três e disse, com uma voz séria e calma:

- Ok, eu vou dar uma olhada por aí. Rasen, quero que você dê uma olhada ao redor, nas proximidades da cidade. Vocês dois, quero que investiguem um pouco, vão à casa das pessoas que desapareceram e dêem uma olhada.

Assim, Walker e Lina saíram pelas ruas da cidade. Algumas horas depois, eles estavam sentados num banco em uma praça, quando Lina olha ao redor e diz, com uma voz não tão alegre como de usual:

- Essa cidade é meio assustadora, não me surpreende que tenham bruxas por aqui. Olha só para este lugar, tão nublado, e as casas, tão velhas...

Walker, que estava olhando para alguns papéis disse, com uma voz séria:

- Não existem coisas como bruxas, provavelmente são um bando de velhas loucas que acham que magia existe.

Lina um tanto indignada e com uma voz séria, e um tanto irônica, diz:

- Você tá falando serio? Há cinco meses você não sabia que a Ordem existia. Se tal coisa como a Ordem existe, eu não duvido que bruxas possam existir também.

Walker olhou para Lina e disse, com uma voz séria e calma:

- Olha, até o general disse que duvidava que fossem realmente bruxas. E além do mais, a Ordem é algo concreto, não é como se ela tivesse poderes místicos ou algo do gênero, somos apenas pessoas normais resolvendo os problemas do mundo.

Lina virou os olhos e disse:

- Tá legal, como se a nossa primeira missão fosse um caso normal.

Walker ignorou o comentário de Lina, e disse:

- Olha... Uma das pessoas que foi sequestrada mora perto daqui, vamos lá.

Walker e Lina seguiram adiante, e alguns minutos depois, chegaram à uma porta, num beco, ela era bem pequena, e não parecia lá essas coisas.

Walker bateu na porta três vezes, quando uma pequena senhora, que deveria ter aproximadamente uns 80 anos, abriu a porta, e com uma voz bem fraca disse:

- Quem está aí?

Lina, tentando ser agradável e, com uma voz bem calorosa, disse:

- A... Nós viemos aqui por causa do desaparecimento de uma moça, que deve ter mais ou menos uns 17 anos.

A velhinha olhou para Lina e disse:

- Sim, esta é minha neta. Parece que finalmente os policias resolveram vir aqui.

Walker, com um tom de duvida em sua voz, disse:

- Como assim? Finalmente?

E a velhinha, com a voz ainda fraca, disse:

- Bem, todas as moças que desapareceram eram de famílias com dinheiro, mas eu e minha netinha não temos lá muito dinheiro, por isso os policias nem se deram ao trabalho de vir aqui.

Lina, cortando meio o assunto, foi logo dizendo com a voz ainda calorosa e aconchegante:

- Bom, eles disseram que foram bruxas. E que elas estão levando as pessoas - pequena pausa sabe algo sobre isso?

A velhinha olhou para cima e disse, com uma voz fraca e com certo tom de tristeza:

- Oh, e claro que sei. Foram as bruxas que levaram minha menina. As bruxas que vivem na floresta atrás da cidade. Sabe, nenhum policial foi lá, com medo das bruxas. Por isso as moças continuam sendo sequestradas.

Walker interrompeu a senhora e perguntou:

- Quando ela desapareceu?

E a senhora, com uma voz fraca, disse:

- Minha neta trabalhava até tarde e chegava em casa depois da meia noite. Mas naquele dia, ela nem sequer voltou.

Lina, com uma voz calorosa e aconchegante, disse:

- Bem, muito obrigada minha senhora. Nós vamos tentar ao máximo achar sua neta.

Eles se despediram da velhinha e foram para a fonte no centro da cidade, que era onde eles tinham marcado de se encontrarem com o general.

Ao chegarem lá, o general já os esperava. Walker se aproximou dele, e foi logo dizendo o que haviam descoberto:

- Senhor, nós descobrimos que as tais bruxas vivem em uma floresta atrás da cidade.

Serpente Marinha, com uma voz séria, disse:

- É, eu já sabia. Fui até lá dar uma checada, mas não consegui entrar. Tem uma barreira antes da casa.

Lina, um tanto entusiasmada, disse com uma voz bem animada:

- Barreira? Uma barreira mágica? Então isso quer dizer que magia realmente existe, certo?

Serpente Marinha olhou para ela, com um olhar meio zangado, e disse:

- Não seja boba, menina, não existe tal coisa. Essa barreira é uma barreira eletrônica, mas ela tem uma fraqueza, pois ao mesmo tempo em que ela impede algo de entrar, também impede algo de sair. Por isso elas são programadas para abrir em por certo período de tempo.

Walker olhou para Lina e, com um tom sarcástico, disse:

- Viu? Eu te disse que mágica não existe.

Serpente Marinha olhou para Walker e disse:

- Eu não disse que mágica não existe, só disse que aquela barreira não é uma barreira mágica.

Lina olhou para Walker e deu um pequeno sorriso, como se tivesse acabado de vencer uma grande batalha.

Serpente marinha olhou para os dois e deu um leve suspiro, e com uma voz calma disse:

- Pela hora em que as vitimas desapareceram, presumo que a barreira se abre após a meia noite. Ou seja, essa noite nós temos trabalho a fazer.