sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mapa


Aqui segue o mapa
sei que ficou ruim (Paint power)
mas fiz de imrpoviso. xD

Capítulo 17 - O céu sobe nossas cabeças

Após cinco horas de viagem, vários trens chegam à capital Magdalena. Pessoas saem aos poucos, tentando não serem percebidas. Todos os membros da Ordem seguiam para a mesma direção, tentando se misturar à população da capital.

O acampamento da Rosa Negra se localiza ao sul, a 75 km de distância da capital, distância suficiente para que as pessoas da cidade não notassem sua existência. A Ordem sabia disso e, aos poucos, se moveram para sudeste de Magdanela, tentando não chamar atenção. Montaram um acampamento no meio da floresta, 60 km de distância do acampamento da Rosa Negra, as cabanas ficavam um tanto afastadas umas das outras, cobrindo uma grande área, e ao centro ficava uma grande cabana, onde estavam os três generais, os quais planejavam futuras estratégias. Pequenos grupos de quatro pessoas se alojavam nas extremidades, mantendo vigilância.

Walker e Lina receberam ordens de levar suprimentos para um desses grupos. Após entregarem o devido suprimento, eles seguem seu caminho de volta, e um pouco distante, Lina avista uma pequena área onde não há árvores, um local vazio com somente grama no chão, cercada por um grande número de árvores. Ela olha para Walker e, com uma voz calorosa e gentil, diz para ele:

- Ei, Walker, vamos descansar um pouco ali, parece ser um bom lugar.

Assim, ambos chegam naquele pequeno e pacifico local e sentam-se sobre o gramado. Lina olha para o límpido céu azul, e com uma voz calma logo foi dizendo:

- Logo entraremos em combate com a Rosa Negra, nem sei se vou voltar.

Ela olha para Walker e, com uma voz seria, continua falando – Walker, tenho que contar-lhe uma coisa.

Walker, um tanto surpreso, se mantém calado, e continua ouvindo Lina.

- Não sou exatamente a pessoa que você pensa que eu sou. Meu nome é mesmo Lina, mas não sou a menina sorridente e feliz que você conheceu. Na verdade, carrego um grande ódio dentro de mim e....

Antes que Lina pudesse falar algo a mais, Walker a interrompe e, com uma voz séria, disse:

- Não me importa se você não é a Lina que eu conheci, só me importa que você seja a Lina que eu conheço e, que está neste momento ao meu lado, se você mudar, tudo bem, irei aceitá-la de todas as formas que você desejar ser, pois todos nós usamos máscaras, porque nenhum de nós sabe como realmente somos. Em diferentes ocasiões, agimos de formas diferentes e o que realmente importa, para mim, é quem é você neste momento.

Lina, um tanto perplexa, deixa escapar um pequeno sorriso no canto do rosto e, com uma voz calma e um tanto triste, diz:

- Você realmente tem um bom coração. É capaz de ver o mundo e aceita-lo da forma como ele realmente é, sem se importar com as conseqüências. Lembra de quando eu lhe disse sobre meu irmão? – Walker balançou a cabeça, confirmando – bom, ele não era exatamente meu irmão, nós vivíamos em um orfanato. Nós dois já éramos muito velhos para sermos adotados, e ninguém iria querer nos adotar. Quando a Ordem apareceu, ele nem pensou, e logo aceitou a proposta, e então... Ele morreu. Eu aceitei participar da Ordem, com a esperança de que eu pudesse morrer logo, me encontrar com ele e lhe dar uns bons tapas, pois ele não me ouviu quando eu disse para ele para não aceitar o convite. Sabe, nós tínhamos prometido que iríamos nos casar e formaríamos a família que não tivemos a chance de ter. Mas o desgraçado jogou tudo para o alto e entrou nessa maldita Ordem, me abandonou como se eu não tivesse sequer existido.

Walker olhou para o céu, naquele instante ele estava sem palavras. Lina pôs a mão em seu peito, lágrimas escorriam de seus olhos e, com uma voz um tanto fraca e com pequenos soluços, disse:

- Mas você, desde que eu o conheci, de alguma forma, eu senti que uma chama se acendeu em mim. Você me fez pensar que eu ainda tinha uma chance, mas... Eu não sei mais o que pensar...

Em um movimento inesperado, Walker abraçou Lina e, com uma voz firme e determinada, disse:

- Lina... Acredite, sei que sua chama de vida pode ser pequena e se houver uma pequena chance de que eu possa transformá-la em uma grande fogueira, acredite, eu não irei parar. Farei com que sua vida tenha um significado, pois, quando eu entrei na Ordem, abandonei meu passado e passei somente a olhar para o que vinha adiante, e não importa quanto tempo leve, sei que um dia você também olhará somente para o futuro e deixará seu rancor, seu ódio e suas angústias de lado, pois você irá superá-las, e quando este dia chegar, eu estarei ao seu lado, te protegendo e te apoiando.

E com uma voz um tanto fraca e bem baixinho, Lina disse:

- Obrigada, Walker...

Alguns momentos depois, Walker e Lina estavam de volta ao acampamento central, onde boa parte das pessoas já se preparava para ir ao combate. Rapidamente, os dois foram se preparar e buscar ordens. Eles iriam partir junto com o resto dos membros do 17º batalhão. O plano era atacar o acampamento da Rosa Negra de frente, enquanto Fênix e seus homens iriam para o sul e tentariam um ataque por baixo. Salamandra e seus homens iriam ficar na retaguarda, para depois atacarem com tudo, servindo como um impulso de ataque*¹.

E assim, todas as tropas se posicionam e partem.

A Tropa de Fênix segue marchando para o sul. Após algumas horas de caminhada, Fênix, que está puxando seus homens pela frente, avista algo diferente do comum: uma mancha negra ia de encontro a ele, e quanto mais se aproximava, mais eles percebiam o que eram. Eram soldados da Rosa Negra.

Fênix apertou os punhos e, com uma voz firme, disse para si mesmo:

- Droga, sabia que esta estratégia era muito simples. Só não contava que eles sabiam que nos estávamos aqui.

Antes da tropa inimiga se aproximar, um vulto negro aparece a alguns passos, na frente de Fênix. Conforme os segundos vão passando, as sombras desaparecem e, por debaixo delas, Fênix começa ver uma forma humana. Era um homem alto e muito magro, envolto em roupas negras, com os cabelos mais negros que a própria sombra, longos até as costas, uma pele branca como giz, olhos de pura escuridão e um sorriso doentio em seu rosto. Ele carrega uma enorme foice em suas costas, lâmina negra como a noite. O homem enigmático aumenta ainda mais seu sorriso e, com uma voz insana e provocante, diz:

- Olá, prazer. Eu sou a Morte.

*- a imagem será futuramente postada.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Capítulo 16 - Preparações

Algumas semanas após a missão em Hollenserf, Walker acorda em seu quarto, ele está um tanto tonto, seus ferimentos já estão curados, e assim ele retoma sua rotina.

Walker e Lina se encontram e seguem para o 17º batalhão. Ao chegarem, notam uma movimentação estranha: basicamente todo o 17º batalhão esta lá.

- Mas o que será que esta acontecendo aqui? – fala Lina um pouco desconfiada

Walker dá de ombros.

Ambos entram no salão principal, quando Rasen aparece e os chama. Quando eles chegam ao seu encontro, Rasen, com uma voz séria e firme, diz:

- Serpente Marinha está procurando por vocês. Estamos em uma situação importante.

Os três se dirigem para a sala do general. Quando chegam ao local, Serpente Marinha, com uma voz forte e séria, logo vai dizendo:

- Aí estão eles! Bom, acho que vocês não sabem o que está acontecendo por aqui.

Com uma voz calma, Walker diz:

- Realmente. Está muito movimentado aqui hoje.

- Estamos em tempo de batalha – começa o general - um de nossos pesquisadores viu um grande acampamento da Rosa Negra perto da capital Magdalena, e após observar, viu que eles aparentam invadir. Os batalhões 7, 15 e 17 foram designados para irem até o local e impedi-los, e é claro, quero vocês dois lá.

Lina, gaguejando um pouco, diz:

- Mas senhor, nós dois na guerra? Mas nós acabamos de entrar para a Ordem.

Serpente Marinha olha para ela com um olhar sério.

- Acabaram de entrar na Ordem, realizaram duas missões com sucesso, e uma delas envolvia a Organização da Rosa Negra. Não vejo motivo para não levá-los nesta batalha.

Walker olhou para o teto, respirou fundo e com uma voz determinada disse:

- Eu aceito a missão, senhor.

Lina abaixou o rosto e, com uma voz um tanto fraca, diz:

- Também aceito a missão senhor.

Serpente Marinha olha para os dois e diz:

- Muito bem, nós estaremos partindo em dois dias.

A dupla sai do batalhão e vai em direção ao seus dormitórios. No caminho, Lina para, e com uma voz diferente da voz calorosa com a qual ela sempre fala, ela diz:

- Walker, você realmente acha que nós estamos preparados, a ponto de irmos à uma guerra?

Walker olha para Lina e, com uma voz calma, diz:

- Realmente eu não sei, mas... Nós temos que fazer o que tivermos que fazer, pois esta é nossa responsabilidade. Nós dois podemos ser apenas iniciantes, mas... Eu não sei... Mas tenha certeza de uma coisa, não vou deixar que nada de ruim te aconteça, irei te proteger.

Lina dá um pequeno sorriso e, com uma voz calma e calorosa, diz:

- Eu sei que vai.

Walker arruma algumas coisas, pega o que realmente acha que será necessário, e após dois dias, ele, Lina e todo o 17º batalhão estão no pátio central da Ordem, junto com outros dois batalhões. Lá na frente, há uma grande bancada, onde em pé está Serpente Marinha e ao seu lado esquerdo está um homem alto, de pele clara, cabelos e barba laranjas. Ele vestia uma calça jeans comum, uma camisa branca com um sobretudo vermelho e em suas costas carrega duas espadas. O homem tem uma expressão que dá a sensação de conforto, como a de um bom pai quando pega o filho na escola. Ele é Fênix Alada, o General do 7º batalhão, e ao seu lado esquerdo está um homem magro de cabelos longos e verdes escuros, uma expressão pálida. Ele usa roupas da mesma cor de seu cabelo, seus olhos são de um profundo verde escuro, ele está de braços cruzados e carrega espécie de lança em suas costas, onde a lâmina se divide em duas pontas. Ele é Salamandra Veloz, o General do 15º batalhão.

Fênix Alada, com uma voz forte e cheia de bravura, diz:

- Hoje, nós estamos partindo para a capital de Magdalena, onde nós enfrentaremos a Ordem Negra, que ameaça nossa grande capital. Nós temos que impedi-los, antes mesmo que a capital sequer saiba que eles estiveram perto dela. Estamos partindo hoje, peço a todos vocês que lutem com tudo que vocês tem, que não desistam, que cumpram suas ordens, para que assim nós possamos vencer esta batalha, para estarmos a mais um passo de derrotar a Ordem da Rosa Negra de vez.

Naquele instante, todos no pátio gritaram em alegria, todos estavam confiantes, e assim, aos poucos, os guerreiros da Ordem iam se dirigindo à estação e logo todos já haviam partido em direção à batalha na capital de Magdalena.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Capítulo 15 - O significado de uma Vida

O rosto de Walker exibe uma expressão de surpresa. Por alguns segundos ele permaneceu em silêncio.

Walker olhou fixamente para a garota, seu rosto estava muito pálido e ela carregava uma expressão triste.

A menina disse com uma voz fria e calma antes que ele pudesse fazer algo:

- Eu sou Antonietta Sol de las Flores de Lamur, sou a filha mais velha de minha família. Você, jovem, ousou interferir em nossos caminhos, e para que eu tenha que viver, você deve morrer.

Walker respirou profundamente e, com uma voz calma e determinada, disse:

- Não posso permitir que pessoas morram para que você viva, isso é simplesmente errado, a vida que cada um carrega é preciosa, e cada um tem a sua e deve vive-la da forma que lhe agradar, para que no fim possa aceitar sua morte dignamente.

Antonietta sorriu e, com uma voz calma, disse:

- Sim, ela é tão preciosa que eu a quero para sempre, minha mãe e minha irmã estão mortas, posso sentir, então agora tenho dois motivos para matar vocês: vingança e vida eterna.

Walker abaixou a cabeça, pôs a mão na bainha de sua espada e, com uma expressão um tanto triste, disse:

- Isso é simplesmente errado e não posso permitir que você faça isso.

A terra começou a tremer e vários cipós cheios de espinhos agarram as pernas de Walker. Antonietta riu e, com a voz alegre e macabra, disse:

- Então agora saberemos se minha vida é mais preciosa que a sua. Se a sua vida e a deles valem tanto, prove-me me derrotando.

Walker desembainhou a espada e, com um movimento leve, cortou os cipós. Antonietta mexeu a mão esquerda e uma planta surgiu na sua frente e começou a disparar sementes contra Walker.

Ele começou a correr para esquerda, se esquivando das sementes. Ele tentou se aproximar, mas a garota continuava a mexer os braços. Várias folhas voaram na direção dele, ele tentou esquivar delas, mas várias passaram pelo seu corpo, causando vários arranhões. Walker cambaleou e caiu no chão, com um pouco de dificuldade, ele se levantou, olhou ao seu redor e pensou:

“É impossível eu me aproximar dela, terei de encontrar uma forma de atacá-la de longe”

Walker se afastou de Antonietta. Ela olhou para Walker, e em um tom zombeteiro disse:

- Está fugindo? Isso é tudo que sua vida significa para você, sua vida está longe de se tornar mais preciosa que a minha.

Walker fechou os olhos se concentrou, respirou fundo. Olhou para Antonietta, e com um movimento rápido, atirou sua espada na direção de Antonietta, Ela deu um passo para o lado esquivou, fazendo com que a espada fincasse no chão ao seu lado, mas não percebera que naquele momento Walker já estava na sua frente. Ele levantou o punho direito e com uma força e velocidade tremendas, acertou-a no rosto. Com um movimento rápido, Walker deu um giro, pegou a espada, inverteu-a e fincou-a nas costas de Antonietta, que começou a tossir.

Walker removeu a espada e a soltou no chão. Antonietta começou a cair para trás, ele pôs o braço em suas costas, e devagar foi a levando ao chão.

Os olhos de Antonietta ainda brilhavam quando Walker, com a voz calma e pesando a tristeza, disse:

- A sua vida é mais preciosa que a minha tanto quanto a dos outros, por isso foi tão difícil para eu tira-la de você...

A morte é algo ruim, mas que um dia chegará para todos nós. Não se pode evitá-la, mas tirar a vida de alguém é algo simplesmente cruel, e dói muito.

Antonietta sorriu e, com a voz fraca, disse:

- Você sabe escolher boas palavras, gostaria de ter te conhecido de outra forma, assim você poderia ter me dito isso antes.

Com muita dificuldade, ela tocou o rosto de Walker e, em suas últimas palavras, disse:

- Você é quente, diferente de mim, que sou fria. Talvez você esteja certo e eu deveria ter morrido há muitos anos atrás. Eu te peço somente uma coisa: continue tendo esse mesmo coração.

Lagrimas escorreram dos olhos vermelhos de Walker. Ele olhou para cima e a lua brilhava como nunca, e sem perceber uma mão toca em seu ombro, um tanto assustado, Walker olha para trás.

Serpente Marinha olha para a lua e, com uma voz séria, disse:

- Foram sábias palavras garoto, mas é dessa forma que as coisas acontecem, e são nestes momentos em que uma pessoa pode demonstrar o quão forte ela é, e você se mostrou excepcionalmente forte. Vamos!

Walker levantou com Antonietta em seus braços, andou um pouco pelo Jardim e a deitou no meio de várias rosas.

Alguns minutos depois Walker e Serpente Marinha saem pelo portão principal. Em um susto, Lina pula e abraça Walker e, com uma voz alegre e calorosa, diz:

- Que bom que você está vivo! Eu estava muito preocupada.

E por um tempo Lina foi falando enquanto eles faziam o caminho de volta.

Na manhã seguinte, eles estavam em frente à estação, e o trem chega. Eles se levantam e vão em direção à porta do trem, quando Serpente Marinha para Walker e, com uma voz calma e forte, diz:

- Este foi só o começo. Se continuar crescendo assim garoto, vai me superar logo.

Assim que Serpente Marinha entra no trem, Walker olha para trás, respira fundo e entra também.




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