segunda-feira, 11 de abril de 2011

Capítulo 11 – A Cidade das Bruxas

O trem chegou à estação. Os quatro desceram, Serpente Marinha não estava usando o uniforme da Ordem, ele usava uma camiseta pólo azul e uma calça jeans comum, e por cima da camiseta usava um sobretudo bege. Serpente Marinha virou-se para os três e disse, com uma voz séria e calma:

- Ok, eu vou dar uma olhada por aí. Rasen, quero que você dê uma olhada ao redor, nas proximidades da cidade. Vocês dois, quero que investiguem um pouco, vão à casa das pessoas que desapareceram e dêem uma olhada.

Assim, Walker e Lina saíram pelas ruas da cidade. Algumas horas depois, eles estavam sentados num banco em uma praça, quando Lina olha ao redor e diz, com uma voz não tão alegre como de usual:

- Essa cidade é meio assustadora, não me surpreende que tenham bruxas por aqui. Olha só para este lugar, tão nublado, e as casas, tão velhas...

Walker, que estava olhando para alguns papéis disse, com uma voz séria:

- Não existem coisas como bruxas, provavelmente são um bando de velhas loucas que acham que magia existe.

Lina um tanto indignada e com uma voz séria, e um tanto irônica, diz:

- Você tá falando serio? Há cinco meses você não sabia que a Ordem existia. Se tal coisa como a Ordem existe, eu não duvido que bruxas possam existir também.

Walker olhou para Lina e disse, com uma voz séria e calma:

- Olha, até o general disse que duvidava que fossem realmente bruxas. E além do mais, a Ordem é algo concreto, não é como se ela tivesse poderes místicos ou algo do gênero, somos apenas pessoas normais resolvendo os problemas do mundo.

Lina virou os olhos e disse:

- Tá legal, como se a nossa primeira missão fosse um caso normal.

Walker ignorou o comentário de Lina, e disse:

- Olha... Uma das pessoas que foi sequestrada mora perto daqui, vamos lá.

Walker e Lina seguiram adiante, e alguns minutos depois, chegaram à uma porta, num beco, ela era bem pequena, e não parecia lá essas coisas.

Walker bateu na porta três vezes, quando uma pequena senhora, que deveria ter aproximadamente uns 80 anos, abriu a porta, e com uma voz bem fraca disse:

- Quem está aí?

Lina, tentando ser agradável e, com uma voz bem calorosa, disse:

- A... Nós viemos aqui por causa do desaparecimento de uma moça, que deve ter mais ou menos uns 17 anos.

A velhinha olhou para Lina e disse:

- Sim, esta é minha neta. Parece que finalmente os policias resolveram vir aqui.

Walker, com um tom de duvida em sua voz, disse:

- Como assim? Finalmente?

E a velhinha, com a voz ainda fraca, disse:

- Bem, todas as moças que desapareceram eram de famílias com dinheiro, mas eu e minha netinha não temos lá muito dinheiro, por isso os policias nem se deram ao trabalho de vir aqui.

Lina, cortando meio o assunto, foi logo dizendo com a voz ainda calorosa e aconchegante:

- Bom, eles disseram que foram bruxas. E que elas estão levando as pessoas - pequena pausa sabe algo sobre isso?

A velhinha olhou para cima e disse, com uma voz fraca e com certo tom de tristeza:

- Oh, e claro que sei. Foram as bruxas que levaram minha menina. As bruxas que vivem na floresta atrás da cidade. Sabe, nenhum policial foi lá, com medo das bruxas. Por isso as moças continuam sendo sequestradas.

Walker interrompeu a senhora e perguntou:

- Quando ela desapareceu?

E a senhora, com uma voz fraca, disse:

- Minha neta trabalhava até tarde e chegava em casa depois da meia noite. Mas naquele dia, ela nem sequer voltou.

Lina, com uma voz calorosa e aconchegante, disse:

- Bem, muito obrigada minha senhora. Nós vamos tentar ao máximo achar sua neta.

Eles se despediram da velhinha e foram para a fonte no centro da cidade, que era onde eles tinham marcado de se encontrarem com o general.

Ao chegarem lá, o general já os esperava. Walker se aproximou dele, e foi logo dizendo o que haviam descoberto:

- Senhor, nós descobrimos que as tais bruxas vivem em uma floresta atrás da cidade.

Serpente Marinha, com uma voz séria, disse:

- É, eu já sabia. Fui até lá dar uma checada, mas não consegui entrar. Tem uma barreira antes da casa.

Lina, um tanto entusiasmada, disse com uma voz bem animada:

- Barreira? Uma barreira mágica? Então isso quer dizer que magia realmente existe, certo?

Serpente Marinha olhou para ela, com um olhar meio zangado, e disse:

- Não seja boba, menina, não existe tal coisa. Essa barreira é uma barreira eletrônica, mas ela tem uma fraqueza, pois ao mesmo tempo em que ela impede algo de entrar, também impede algo de sair. Por isso elas são programadas para abrir em por certo período de tempo.

Walker olhou para Lina e, com um tom sarcástico, disse:

- Viu? Eu te disse que mágica não existe.

Serpente Marinha olhou para Walker e disse:

- Eu não disse que mágica não existe, só disse que aquela barreira não é uma barreira mágica.

Lina olhou para Walker e deu um pequeno sorriso, como se tivesse acabado de vencer uma grande batalha.

Serpente marinha olhou para os dois e deu um leve suspiro, e com uma voz calma disse:

- Pela hora em que as vitimas desapareceram, presumo que a barreira se abre após a meia noite. Ou seja, essa noite nós temos trabalho a fazer.

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