segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Capítulo 3 - A Ordem

Após pedir algumas informações para pessoas que passavam pela rua, Walker chegou a um edifício. Quando entrou percebeu que o interior se parecia com o de um hotel, a moça no balcão chamou-o, e calmamente disse:
- Ei garoto, você é um novato?
E Walker respondeu:
- Hm... Bom, sim.
E a moça alegremente disse:
- Seja bem-vindo. Aqui é um dos dormitórios dos membros da Ordem. Venha cá e eu farei o seu cadastro.
Após o cadastro, Walker ganhou uma chave e foi direcionado a um quarto. Era um quarto bem simples, pequeno, uma cama, um armário e uma mesinha no canto.
Walker jogou suas coisas em cima da cama, olhou ao redor e, soltando um suspiro, disse para si mesmo:
- Parece que esta será minha casa de hoje em diante.
Walker deitou-se na cama e esperou, a atendente do hotel disse que logo ele seria chamado. Ela explicou que seria uma reunião com os novatos, a mesma disse que pelos cadastros no computador, haviam, mais ou menos, noventa novatos só naquele dia.
Walker imaginava o porquê de eles estarem ali, e se foram chamados da mesma forma que ele.
Alguns minutos depois alguém bateu na porta de seu quarto, e uma voz alta e grave disse:
- Ei novato, está na hora. Desça para o saguão.
Walker trancou a porta de seu quarto e desceu as escadas. Seu quarto ficava no 3º andar, então ele não teve muito trabalho.
Logo que chegou no saguão, viu algumas pessoas sem uniforme, ele chegou a conclusão de que eles também deveriam ser novatos como ele, e que estavam esperando o mesmo que ele.
A mesma voz que Walker ouviu bater na porta disse:
- Pra fora novatos, o carro já esta esperando vocês.
Walker e os outros saíram do dormitório e entraram num tipo de ônibus, que começou a andar quando todos haviam subido.
Ele foi passando pela cidade, Walker reparou que haviam ônibus que estavam indo na mesma direção.
Após alguns minutos, eles chegaram em uma grande instalação, e todos foram instruídos a entrar, e lá dentro seguirem para o salão principal.
Chegando lá, Walker viu um tipo de bancada, e varias pessoas sem uniforme se agrupando na frente dela.
Quando todos as pessoas pareciam ter chegados, um homem alto de uns 2 metros, cabelos grisalhos, olhos escuros, e um físico forte, subiu na bancada e foi em direção ao microfone, e em voz alta e grave, começou a falar:
- Sejam bem-vindos à Ordem. A partir de hoje, vocês irão abandonar a vida que vocês tinham e começarão uma nova vida.
Walker ouviu alguns murmúrios em meio ao povo.
E o homem continuou a falar:
- Meu nome é Alan Icefang, e eu irei instruí-los hoje. Muitos de vocês devem estar se perguntando o que é esta Ordem, e o que vocês estão fazendo aqui, e por que vocês.
A Ordem é uma organização não existente perante os olhos da sociedade lá fora. Nós existimos aqui dentro, e exercemos nossa função de manter a ordem lá fora, executando atos cujo qual a sociedade não tem conhecimento, e vocês, é claro, estão aqui para exercer essa tarefa.
Agora, por que vocês? Simples, porque vocês foram julgados capazes de impor esta ordem, independente de sua idade, cor, raça, e aparência. A Ordem age por debaixo da camada da sociedade. Realizamos nossos deveres sem que eles tomem sequer conhecimento do que fazemos. A Ordem tem sua própria forma de organização. Vocês são cadetes. Existem mais 6 postos acima do de vocês, sendo o sexto posto ocupado somente por uma pessoa, o Grão-general, e o quinto posto ocupado por 20 generais. Nos demais postos, não há limite de pessoas.
A partir de hoje, vocês são membros da Ordem, mas nada neste mundo pode ser feito sozinho. Vocês serão divididos em duplas, esta sua dupla ficará com você, realizará missões com você, e vocês irão para o mesmo esquadrão, que está à disposição dos generais, isto é, até que você se torne um general, se isso acontecer.
Vocês estão vendo duas caixas abaixo da bancada. Nelas existem números iguais, você irá tirar um número e a pessoa que tiver o número igual ao seu, será sua dupla. Formem filas e peguem um número e registrem-no na folha junto com o atendente em frente da caixa.
Walker entrou em uma das filas. Ele entendeu pra que servia o registro do número, era para que não houvessem trocas, pois algumas pessoas já deviam ter se tornado colegas, ele só não entendeu o porquê não deixá-los juntos, mas muitas das coisas já haviam acontecido ali, e Walker não entendera os motivos, então ele não se importou muito.
Chegou a vez de Walker. Ele colocou a mão na caixa e pegou um número, tirou um pequeno papel, e olhou-o, ele tirara o numero sete, registrou-o na folha como havia sido instruído, e saiu a procurar pelo outro número sete.
Ele falou com pessoas próximas a ele e perguntava a elas que números elas haviam tirado, para ver se era o mesmo, quando de repente, ele sente um leve toque em seu ombro.
Walker se vira, e ali está uma menina de olhos verdes vibrantes como uma esmeralda, pele clara como a neve, e cabelos não tão longos mas não tão curtos, de um amarelado bem claro, segurando uma pequena folha com o número sete nela. Ela deu um sorriso, e disse com uma voz calorosa e aconchegante, e em um tom animado e enérgico:
- Prazer, eu sou Lina Sunrose, eu sou o número sete!
Walker olhou para ela e por um segundo pensou que o mundo havia parado, quando ele se recuperou de seu transe, e conseguiu responder o que ela havia dito, e em um tom surpreso:
- Prazer, sou Walker Strikehart...
Ela deu um grande sorriso e disse calorosamente em um tom bem animado:
- Parece que seremos parceiros de hoje em diante, né?
Walker ainda surpreso concordou com um leve movimento da cabeça.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Capítulo 2- A Ligação

  Walker discou os números o mais rápido que pôde. Após discar os números, o telefone chamou uma vez e logo foi atendido.
Uma voz feminina, calma e serena, disse:
  - Você ligou para a Ordem, qual a sua resposta?
Walker estranhou e logo perguntou:
  - Espere, tenho umas perguntas antes. O que é essa Ordem?
E a voz ainda calma respondeu:
  -Somente me diga a resposta: sim ou não?
Walker indignado insistiu:
  - Mas, quem são vocês?
E novamente a voz respondeu:
  - Senhor, somente respostas são aceitas, essa ligação irá ser encerrada caso o senhor não responder logo.
  Walker não tinha muito tempo para pensar, e ainda tinha muitas perguntas, mas mesmo com as dúvidas em sua mente, ele não mais hesitou e respondeu com um tom de coragem:
  - Sim!
E a voz do outro lado respondeu:
   - Confirmado. Amanhã cedo um carro vai buscá-lo em sua casa, esteja preparado, e guarde o cartão, ele será necessário.
E com essas últimas palavras a ligação acabou.
Walker olhou para o teto de seu quarto, ele não sabia o que tinha acabado de fazer, e não sabia o que o aguardava, mas de certa forma, ele estava ansioso e animado. Ele se levantou, para arrumar suas coisas, e disse para si mesmo em um tom de confiança:
  - Finalmente minha vida esta prestes a mudar.
  Walker acordou bem cedo, por volta das 5:30 da manhã, ajeitou-se e arrumou suas coisas, e as 6 horas já estava saindo de casa, seus pais ainda estavam dormindo. Ele foi ao quarto de seus pais, deu  uma última olhada neles e deixou um bilhete na cozinha dizendo:
 “Estou saindo, não sei quando volto, amo vocês dois, até.”
  Após sair de casa, um carro preto já o guardava em frente à sua porta. Um homem de terno saiu do carro, ele era bem alto. Foi até Walker, olhou para ele, e em um tom grave disse:
  - Me entregue o cartão.
  Walker tirou o cartão do bolso e entregou para o homem, ele pegou-o e o guardou e pediu para que Walker entrasse no carro.
  Walker entrou no carro, o interior do carro era como o de um carro comum, mas ele não podia ver os bancos da frente.
  Walker sentou-se e simplesmente aguardou.
  Quando, de repente, o carro começou a mover-se. Walker deduziu que o homem que pegou o cartão deveria estar dirigindo o carro.
  Após algum tempo dentro do carro, Walker pegou no sono.
   Walker acordou, ele ainda estava dentro do carro e o mesmo ainda estava em movimento. Walker passou a mão no rosto e pensou em como seus pais deveriam estar agora. Ele não sabia se seus pais iriam entender o que ele fez, talvez eles pensassem que ele havia fugido de casa, e provavelmente já teriam ligado para policia, mas no fundo, o próprio Walker não entendera o que tinha feito.
  Após algumas horas no carro, ele finalmente parou. Depois de alguns segundos o homem abriu a porta, Walker saiu do carro e deparou-se com uma construção enorme. Olhou para os lados, viu que estava em uma floresta, onde não tinha nenhum tipo de civilização, somente aquele prédio e seus longos muros que se estendiam para ambos os lados, a longas distancias.
  O grande portão que havia em sua frente começou a se abrir, Walker e homem entraram. Para surpresa de Walker, o interior era diferente do que ele imaginou que seria, haviam pequenos prédios de 4 a 5 andares, casas, e algum prédios eram maiores que os outros.
  E tudo era coberto por um teto de metal que ficava quilômetros de distancia do chão, assim Walker tomou conhecimento de quão imenso era o local que ele acabara de entrar.
  O homem tocou o braço de Walker, e fez um movimento com as mãos, indicando que Walker deveria segui-lo. Eles foram andando pelas ruas daquela cidade interna, e Walker passou a prestar atenção nas pessoas que andavam pela cidade. Todas que ele via estavam uniformizadas, com um uniforme que ele nunca tinha visto antes, e ele percebeu que haviam pequenas diferenças entre um uniforme e outro, mas Walker ignorou aquilo no momento e continuou a seguir o homem.
  Após alguns segundos, eles chegaram à um prédio um tanto diferente dos outros. Eles entraram no prédio, e no salão principal havia uma bancada redonda, onde várias moças com roupas iguais, o homem levou Walker até a bancada e disse para uma das moças:
  - Este é o novo rapaz.
  Walker deu uma olhada a sua volta e viu que haviam várias pessoas sem os tais uniformes, carregando mochilas ou malas, que nem ele. Ele deduziu que todos eram iniciantes que nem ele.
  A moça do balcão olhou para Walker, e com uma voz doce e gentil perguntou algumas informações técnicas para Walker, Walker respondeu todas elas com calma. Após responder a todas as perguntas da moça, com uma voz gentil disse a Walker:
  - Seja bem vindo à Ordem, Walker Strikehart.
  Walker virou-se para moça e com uma expressão de dúvida nos olhos perguntou:
  - Er... Moça o que é exatamente esta Ordem?
E com calma e gentileza a moça entregou-lhe um papel e respondeu:
  - Vá ao endereço neste papel. Lá você receberá as devidas instruções. Boa sorte e novamente, seja bem vindo!
  O homem que acompanhou Walker no carro não estava mais ao seu lado. Walker olhou para o papel, e saiu do edifício.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Capítulo 1- Mudanças

  Em um continente distante viviam pessoas em, certa forma, paz. Crimes e pecados ocorriam em seus dia-a-dia, mas como em todo lugar, em qualquer mundo, isso sempre ocorre e sempre ocorrerá, pois não pode haver paz absoluta...
  Mas, mesmo assim, as pessoas viviam suas vidas despreocupadas com o fato do mundo ser mais do que elas jamais poderiam sequer  imaginar, pois abaixo da realidade, e da falsa segurança que as pessoas pensam viver, existe um mundo escondido do mundo dito como real.
  Em uma cidade ao sul do país, um jovem uniformizado ia em direção à escola. Ele tinha 16 anos e estava no ensino médio, tinha 1,80 de altura, um bom físico, olhos e cabelos de tom vermelho forte. Seu nome era Walker Strikehart. Ele vivia uma vida bem simples como todo estudante: ia para escola todos os dias, conversava com seus colegas de classe, e depois de chegar em casa, ia para o trabalho, era um trabalho de meio período, onde ele fazia tarefas simples.
  Um dia sua chefa o chamou a sua sala, um pouco nervoso, ele foi vê-la. Ao entrar na sala, ele viu sua chefa, uma mulher alta de longos cabelos escuros, olhos de cor verde vibrante, e um rosto maduro e responsável, tal como uma pessoa de alto padrão deveria ser.
  Ela olhou para ele e com um tom suave e com um pouco de ironia na voz, disse-lhe:
  - Porque esta cara? Menino, não é nada de mais, não precisa se preocupar.
O jovem soltou um suspiro de alívio. Olhou para ela e perguntou:
  - O que é então, senhora?
  Ela abriu a gaveta de sua mesa e pegou um envelope, e entregou ao rapaz, e com um tom simples e suave, disse-lhe:
  - E só uma conta a pagar, o dinheiro está dentro do envelope. Volte logo, tenho mais trabalho para você.
E o jovem respondeu em um tom de respeito:
  - Sim, senhora.
Ao chegar no banco, estranhou, a fila estava pequena, haviam umas 3 pessoas. E ele disse para si mesmo:
  - Hoje deve ser meu dia de sorte.
Ele se dirigiu para fila e esperou sua vez.
  Após um tempo e com a conta paga ele se dirigia para a saída, quando foi surpreendido: três homens encapuzados, com rifles e metralhadoras, que entraram no banco gritando:
  - Todos para o chão! Não quero ver ninguém em pé. Isso é um assalto!
  O homem que parecia ser o líder foi em direção ao caixa. Walker tentou se acalmar, era o melhor a fazer naquele momento, mas antes que pudesse se acalmar, um dos assaltantes pegou uma garota que tinha chegado após ele, para a utilizarem como refém, mas isso não foi o suficiente para o assaltante, antes que o caixa transferisse o dinheiro, o assaltante começou a abusar da menina.
Walker, não pôde suportar o que estava vendo, e sem pensar se levantou, correu em direção ao assaltante, e o derrubou. O outro assaltante confuso com o momento atirou na direção do garoto, mas o assaltante que estava na frente acabou levando os tiros. Desesperado, o assaltante saiu correndo do banco, enquanto Walker saia de trás do assaltante morto, o líder dos assaltantes se virou para Walker, e disse, com um tom de fúria:
  - Garoto, se você tivesse ficado quietinho, nada de ruim iria acontecer, mas parece que você não sabe o quão ruim as pessoas podem ser. Eu acho que a morte deve ser bem dolorosa, por que você não a sente você mesmo?
  O assaltante apontou a arma para Walker, e antes que ele pudesse atirar, Walker, com um movimento rápido, chutou a canela do líder com toda força, o assaltante soltou um grito de dor, e caiu de joelhos soltando a arma, Walker aproveitou da chance e deu uma cotovelada no pescoço do assaltante, que caiu no chão desmaiado.
  Alguns minutos depois, a polícia chegou ao local, mas antes que alguém pudesse se dirigir à Walker, um dos funcionários do banco se levantou e foi em direção a Walker. Ele era alto e tinha uns 2 metros de altura, cabelo castanho e olhos tão escuros que pareciam a própria escuridão em si. Ele se aproximou de Walker e disse com um tom suave, porém amedrontador:
  - Você tem coragem garoto. É raro ver pessoas como você por aí hoje em dia, e é por isso que estamos atrás de pessoas como você.
  Com um rosto pálido e uma expressão surpresa no rosto, Walker olhou pra o homem sem dizer nada, apenas demonstrando dúvida pelos seus olhos.
  O homem, com um pequeno sorriso no canto do rosto e com certo tom de felicidade, disse bem baixinho para Walker:
  - Você gostaria de se juntar à Ordem?
Mas antes que Walker pudesse responder, o homem tirou um cartão do bolso e entregou a Walker, e disse:
  - Ligue caso encontre uma resposta.
E o homem saiu do banco, como se ele nunca estiver lá antes.
  Após todo o tempo gasto com os policias e com a imprensa, Walker pôde voltar para casa.
  Depois de algum tempo com sua família ele foi para seu quarto, deitou em sua cama, tirou o cartão do bolso e o ficou olhando-o por um tempo, pensando. Quem era aquele homem? O que ele quis dizer? E o que é essa Ordem? No cartão não haviam nomes nem endereços, somente um número de telefone, diferente dos normais, o número era 1518453. Atrás do cartão também não havia nada. Mas Walker ainda tinha muitas perguntas, e não quis esperar o dia seguinte. E ligou naquele exato momento.

Introdução

Bom, comecei esse blog, pois queria colocar uma das histórias que inventei em minha vida, e acredite, já inventei várias. Histórias bem malucas, outras bem emocionantes. Gostaria da sincera opinião das pessoas e digo: criei este blog para mim e para aqueles que gostarem de minhas histórias, se não gostou, simplesmente saia, basta clicar no X vermelho ali em cima, e se você gostou comente, e dê sugestões. Elas serão sempre bem-vindas.
Não sou escritor profissional, nem mestre da  lingua portuguesa. Por isso podem haver alguns erros... Mas não se incomode, me avise, que vou melhorando com o tempo. Logo estarei postando o primeiro capítulo. O nome da história eu ainda não sei direito, mas talvez vá se chamar "A Ordem Continental", mas isso é pra depois. Até mais