sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Capítulo 2- A Ligação

  Walker discou os números o mais rápido que pôde. Após discar os números, o telefone chamou uma vez e logo foi atendido.
Uma voz feminina, calma e serena, disse:
  - Você ligou para a Ordem, qual a sua resposta?
Walker estranhou e logo perguntou:
  - Espere, tenho umas perguntas antes. O que é essa Ordem?
E a voz ainda calma respondeu:
  -Somente me diga a resposta: sim ou não?
Walker indignado insistiu:
  - Mas, quem são vocês?
E novamente a voz respondeu:
  - Senhor, somente respostas são aceitas, essa ligação irá ser encerrada caso o senhor não responder logo.
  Walker não tinha muito tempo para pensar, e ainda tinha muitas perguntas, mas mesmo com as dúvidas em sua mente, ele não mais hesitou e respondeu com um tom de coragem:
  - Sim!
E a voz do outro lado respondeu:
   - Confirmado. Amanhã cedo um carro vai buscá-lo em sua casa, esteja preparado, e guarde o cartão, ele será necessário.
E com essas últimas palavras a ligação acabou.
Walker olhou para o teto de seu quarto, ele não sabia o que tinha acabado de fazer, e não sabia o que o aguardava, mas de certa forma, ele estava ansioso e animado. Ele se levantou, para arrumar suas coisas, e disse para si mesmo em um tom de confiança:
  - Finalmente minha vida esta prestes a mudar.
  Walker acordou bem cedo, por volta das 5:30 da manhã, ajeitou-se e arrumou suas coisas, e as 6 horas já estava saindo de casa, seus pais ainda estavam dormindo. Ele foi ao quarto de seus pais, deu  uma última olhada neles e deixou um bilhete na cozinha dizendo:
 “Estou saindo, não sei quando volto, amo vocês dois, até.”
  Após sair de casa, um carro preto já o guardava em frente à sua porta. Um homem de terno saiu do carro, ele era bem alto. Foi até Walker, olhou para ele, e em um tom grave disse:
  - Me entregue o cartão.
  Walker tirou o cartão do bolso e entregou para o homem, ele pegou-o e o guardou e pediu para que Walker entrasse no carro.
  Walker entrou no carro, o interior do carro era como o de um carro comum, mas ele não podia ver os bancos da frente.
  Walker sentou-se e simplesmente aguardou.
  Quando, de repente, o carro começou a mover-se. Walker deduziu que o homem que pegou o cartão deveria estar dirigindo o carro.
  Após algum tempo dentro do carro, Walker pegou no sono.
   Walker acordou, ele ainda estava dentro do carro e o mesmo ainda estava em movimento. Walker passou a mão no rosto e pensou em como seus pais deveriam estar agora. Ele não sabia se seus pais iriam entender o que ele fez, talvez eles pensassem que ele havia fugido de casa, e provavelmente já teriam ligado para policia, mas no fundo, o próprio Walker não entendera o que tinha feito.
  Após algumas horas no carro, ele finalmente parou. Depois de alguns segundos o homem abriu a porta, Walker saiu do carro e deparou-se com uma construção enorme. Olhou para os lados, viu que estava em uma floresta, onde não tinha nenhum tipo de civilização, somente aquele prédio e seus longos muros que se estendiam para ambos os lados, a longas distancias.
  O grande portão que havia em sua frente começou a se abrir, Walker e homem entraram. Para surpresa de Walker, o interior era diferente do que ele imaginou que seria, haviam pequenos prédios de 4 a 5 andares, casas, e algum prédios eram maiores que os outros.
  E tudo era coberto por um teto de metal que ficava quilômetros de distancia do chão, assim Walker tomou conhecimento de quão imenso era o local que ele acabara de entrar.
  O homem tocou o braço de Walker, e fez um movimento com as mãos, indicando que Walker deveria segui-lo. Eles foram andando pelas ruas daquela cidade interna, e Walker passou a prestar atenção nas pessoas que andavam pela cidade. Todas que ele via estavam uniformizadas, com um uniforme que ele nunca tinha visto antes, e ele percebeu que haviam pequenas diferenças entre um uniforme e outro, mas Walker ignorou aquilo no momento e continuou a seguir o homem.
  Após alguns segundos, eles chegaram à um prédio um tanto diferente dos outros. Eles entraram no prédio, e no salão principal havia uma bancada redonda, onde várias moças com roupas iguais, o homem levou Walker até a bancada e disse para uma das moças:
  - Este é o novo rapaz.
  Walker deu uma olhada a sua volta e viu que haviam várias pessoas sem os tais uniformes, carregando mochilas ou malas, que nem ele. Ele deduziu que todos eram iniciantes que nem ele.
  A moça do balcão olhou para Walker, e com uma voz doce e gentil perguntou algumas informações técnicas para Walker, Walker respondeu todas elas com calma. Após responder a todas as perguntas da moça, com uma voz gentil disse a Walker:
  - Seja bem vindo à Ordem, Walker Strikehart.
  Walker virou-se para moça e com uma expressão de dúvida nos olhos perguntou:
  - Er... Moça o que é exatamente esta Ordem?
E com calma e gentileza a moça entregou-lhe um papel e respondeu:
  - Vá ao endereço neste papel. Lá você receberá as devidas instruções. Boa sorte e novamente, seja bem vindo!
  O homem que acompanhou Walker no carro não estava mais ao seu lado. Walker olhou para o papel, e saiu do edifício.

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