quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Capítulo 1- Mudanças

  Em um continente distante viviam pessoas em, certa forma, paz. Crimes e pecados ocorriam em seus dia-a-dia, mas como em todo lugar, em qualquer mundo, isso sempre ocorre e sempre ocorrerá, pois não pode haver paz absoluta...
  Mas, mesmo assim, as pessoas viviam suas vidas despreocupadas com o fato do mundo ser mais do que elas jamais poderiam sequer  imaginar, pois abaixo da realidade, e da falsa segurança que as pessoas pensam viver, existe um mundo escondido do mundo dito como real.
  Em uma cidade ao sul do país, um jovem uniformizado ia em direção à escola. Ele tinha 16 anos e estava no ensino médio, tinha 1,80 de altura, um bom físico, olhos e cabelos de tom vermelho forte. Seu nome era Walker Strikehart. Ele vivia uma vida bem simples como todo estudante: ia para escola todos os dias, conversava com seus colegas de classe, e depois de chegar em casa, ia para o trabalho, era um trabalho de meio período, onde ele fazia tarefas simples.
  Um dia sua chefa o chamou a sua sala, um pouco nervoso, ele foi vê-la. Ao entrar na sala, ele viu sua chefa, uma mulher alta de longos cabelos escuros, olhos de cor verde vibrante, e um rosto maduro e responsável, tal como uma pessoa de alto padrão deveria ser.
  Ela olhou para ele e com um tom suave e com um pouco de ironia na voz, disse-lhe:
  - Porque esta cara? Menino, não é nada de mais, não precisa se preocupar.
O jovem soltou um suspiro de alívio. Olhou para ela e perguntou:
  - O que é então, senhora?
  Ela abriu a gaveta de sua mesa e pegou um envelope, e entregou ao rapaz, e com um tom simples e suave, disse-lhe:
  - E só uma conta a pagar, o dinheiro está dentro do envelope. Volte logo, tenho mais trabalho para você.
E o jovem respondeu em um tom de respeito:
  - Sim, senhora.
Ao chegar no banco, estranhou, a fila estava pequena, haviam umas 3 pessoas. E ele disse para si mesmo:
  - Hoje deve ser meu dia de sorte.
Ele se dirigiu para fila e esperou sua vez.
  Após um tempo e com a conta paga ele se dirigia para a saída, quando foi surpreendido: três homens encapuzados, com rifles e metralhadoras, que entraram no banco gritando:
  - Todos para o chão! Não quero ver ninguém em pé. Isso é um assalto!
  O homem que parecia ser o líder foi em direção ao caixa. Walker tentou se acalmar, era o melhor a fazer naquele momento, mas antes que pudesse se acalmar, um dos assaltantes pegou uma garota que tinha chegado após ele, para a utilizarem como refém, mas isso não foi o suficiente para o assaltante, antes que o caixa transferisse o dinheiro, o assaltante começou a abusar da menina.
Walker, não pôde suportar o que estava vendo, e sem pensar se levantou, correu em direção ao assaltante, e o derrubou. O outro assaltante confuso com o momento atirou na direção do garoto, mas o assaltante que estava na frente acabou levando os tiros. Desesperado, o assaltante saiu correndo do banco, enquanto Walker saia de trás do assaltante morto, o líder dos assaltantes se virou para Walker, e disse, com um tom de fúria:
  - Garoto, se você tivesse ficado quietinho, nada de ruim iria acontecer, mas parece que você não sabe o quão ruim as pessoas podem ser. Eu acho que a morte deve ser bem dolorosa, por que você não a sente você mesmo?
  O assaltante apontou a arma para Walker, e antes que ele pudesse atirar, Walker, com um movimento rápido, chutou a canela do líder com toda força, o assaltante soltou um grito de dor, e caiu de joelhos soltando a arma, Walker aproveitou da chance e deu uma cotovelada no pescoço do assaltante, que caiu no chão desmaiado.
  Alguns minutos depois, a polícia chegou ao local, mas antes que alguém pudesse se dirigir à Walker, um dos funcionários do banco se levantou e foi em direção a Walker. Ele era alto e tinha uns 2 metros de altura, cabelo castanho e olhos tão escuros que pareciam a própria escuridão em si. Ele se aproximou de Walker e disse com um tom suave, porém amedrontador:
  - Você tem coragem garoto. É raro ver pessoas como você por aí hoje em dia, e é por isso que estamos atrás de pessoas como você.
  Com um rosto pálido e uma expressão surpresa no rosto, Walker olhou pra o homem sem dizer nada, apenas demonstrando dúvida pelos seus olhos.
  O homem, com um pequeno sorriso no canto do rosto e com certo tom de felicidade, disse bem baixinho para Walker:
  - Você gostaria de se juntar à Ordem?
Mas antes que Walker pudesse responder, o homem tirou um cartão do bolso e entregou a Walker, e disse:
  - Ligue caso encontre uma resposta.
E o homem saiu do banco, como se ele nunca estiver lá antes.
  Após todo o tempo gasto com os policias e com a imprensa, Walker pôde voltar para casa.
  Depois de algum tempo com sua família ele foi para seu quarto, deitou em sua cama, tirou o cartão do bolso e o ficou olhando-o por um tempo, pensando. Quem era aquele homem? O que ele quis dizer? E o que é essa Ordem? No cartão não haviam nomes nem endereços, somente um número de telefone, diferente dos normais, o número era 1518453. Atrás do cartão também não havia nada. Mas Walker ainda tinha muitas perguntas, e não quis esperar o dia seguinte. E ligou naquele exato momento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário