quinta-feira, 9 de junho de 2011

Capítulo 19 - Em minhas Mãos.

Walker e Lina estavam no meio da tropa de Serpente Marinha, eles marchavam em direção ao acampamento da Rosa negra, não era La uma tática muito boa, atacar de frente, mas no momento não se podiam dar o luxo de pensar em algo muito elaborado, tinham que ser rápidos.
 Serpente marinha que liderava as tropas ficou surpreso ao ver a tropa da rosa negra vindo em sua direção, ele não imaginava que aquilo fosse acontecer.
 Ele parou, olhou para trás e com uma voz forte e brava gritou:
- preparem-se homens, lutem pela ordem. E saiam daqui vivos!!!
Após gritar essas palavras, a multidão de soldados, ficou animada, todos ficaram em posição, e então os soldados da rosa começaram a vir mais e mais rápido, Serpente marinha desembainhou sua espada, e com um corte derrubou cinco soldados que vinham em sua direção, seus homens estavam confiantes, e assim, todos começaram a lutar.
 Walker e Lina desembainharam suas espadas e foram adiante, todos que eles viam com uniforme da Rosa negra, eles atacavam, Lina não se saia muito bem, ela defendia boa parte dos golpes, e afastava os oponentes de si, mas sempre se mantendo próxima a Walker. Já Walker atacava todos que via, tentando nunca acertar em uma área vital, sempre almejando as pernas ou os braços, em tentativas de imobilizar seus oponentes, pois ele não queria matar novamente, e assim se foi por uma meia hora, Ambos estavam cansados, e com algums arranhões sobre o corpo, mas sempre se mantendo um perto do outro, chega uma hora em que Walker meio ofegante, e com uma voz um tanto fraca diz:
- hei Lina, esta tudo bem contigo?
Lina empurrou um oponente para trás e com uma voz bufante disse:
- sim, mas... isso não acaba nunca, não sei mais por quanto tempo irei agüentar.
Walker parou  por um momento, olhou ao seu redor e pensou:
-“ mas que raios e isso, essa visão, este lugar e horrível, argh... mas que droga..., realmente, também não sei por mais quanto tempo ainda irei agüentar...”
Quando Walker se deu em si, ele olhou ao seu redor, Lina não estava mais com ele, ele ficou distraído em seus pensamentos, que esqueceu dela, ele continuou a olhar para todos os lados, seu coração começou a bater mais forte, e então ele começou a gritar com uma voz forte:
- Hei! Lina onde esta você, Linaaa.
   Não pouco distante dali, uma figura em voltada em panos negros manchados de sangue, e com uma enorme foice negra em suas costas começa a se aproximar do local onde esta ocorrendo a batalha, ele para olha para a confusão que esta a aconter, e um enorme sorriso surge em seu rosto,ele da uma enorme gargalhada, e com uma voz cortante e insana diz:
- Haaa! A festa já começou por aqui, e nem me chamaram, acho que devo entrar de penetra então.
Hahahahaha!
Morte segue em direção a batalha, segura sua foice em posição de batalha. Os soldados da ordem nem esperavam por isso, um vulto negro aparecera por trás deles e antes que percebessem já estavam mortos.
Morte continuou andando pelo campo de batalha matando quem ele visse em sua frente, tanto da ordem, como da rosa negra. Morte olha para um certo individuo no campo, E com uma voz cortante diz:
-não, não, não, não pode ficar sozinho, tem que se divertir também.
 Walker ainda estava desesperado procurando por Lina, ele não a via em lugar algum, derrepente quando olhou para o lado, viu uma figura escura indo em sua direção, essa figura começou a sorrir, levantou sua foice e deu uma grande gargalhada, e então desceu sua foice na direção de Walker.
 Walker não sabia o que fazer, ele foi pego de surpresa, estava paralisado, quando a foice começou a descer em sua direção, Walker vê um vulto pulando em sua direção, e sendo acertado em seu lugar, e derrubando-o. Morte olhou para aquela cena e com uma voz insana disse:
-hahaha, dois coelhos com uma cajadada só.
E assim, Morte continuou andando, pelo campo, cortando quem ele via em seu caminho.
 Walker levanta a pessoa que entrou em sua frente, quando ele olha para o rosto da pessoa, ele entra em desespero. Uma expressão de sofrimento e dor substitua a doce e calorosa expressão que Lina mantinha em seu rosto por todos os dias, Walker desesperado, segurou Lina em seu colo, olhou para seu rosto e desesperadamente começou a chamá-la:
- Lina... Lina.... Lina...
Lina abre um pouco seus olhos e da um pequeno sorriso, e com uma voz muito fraca diz:
-hey..., você esta bem.... que bom...
Ainda desesperado, Walker insiste:
- Lina, por favor... não... Lina...
Com Lina em seu colo, Walker começa a andar para fora do campo de batalha, nada mais existia para ele, somente o caminho a sua frente, e Lina em seus braços, e assim, Walker seguiu andando.
 Após algums minutos Walker chega ao pequeno local onde ele havia conversado com Lina, ele fica de joelhos e bota Lina em seu colo. Lagrimas começam a escorrer de seus olhos. Lina abre os olhos, com muita dificuldade, levanta seu braço, e encosta sua mão no rosto de Walker. E com uma voz doce e calorosa ela diz:
- hei...não chora...você não deve chorar...homens não podem chorar...
Walker segura a mão de Lina sua mão esta cheia de sangue mas mesmo assim ela a segura, e com uma voz fraca e triste diz:
-Desculpa... eu prometi a você, mas... eu falhei..., por favor Lina, não... por favor, não vá....
Lina da um sorriso e diz:
-bobinho... você fez.. o que... pode... não, se preocupe com isso...
E assim a mão de Lina cai sobre a grama manchada de sangue.
Walker começou a chorar, abraçou Lina...
Olhou para cima, o céu estava avermelhado, o dia estava acabando, assim, como a vida de Lina.
   Deitada na grama com um sorriso no rosto.
Walker devagar, vai deitando Lina. Walker olhou para suas mãos, elas estavam banhadas com o sangue de Lina. Uma fúria começou a preencher seu coração, um calor, começou a surgir. A única coisa que tinha em sua cabeça, era a imagem do homem macabro vestido de preto.
Quando dentro de sua cabeça, Walker escuta uma voz feminina, tinha um tom sinistro e provocante e ela disse:
-vamos... me tire daqui.
Walker não entendia nada do que estava acontecendo,  em um momento de fúria começou a sentir sua mão a queimar, e do sangue em suas mãos surgiu uma lamina vermelha como o sangue que a prendia. Surpreso Walker segurou a espada, ela era do estilo japonesa, era uma Katana de lamina vermelha, cabo vermelho com pequenos enfeites dourados, mas Walker não reparou em nada disso. Pois naquele momento só enxergava uma coisa.




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